Biografias > Adolfo Caminha
Romancista,
contista, poeta. Após a morte da mãe, Adolfo Caminha ficou órfão
com mais cinco irmãos, e foi para a casa de parentes em Fortaleza. Seis
anos depois, em 1883, mudou-se para a casa de seu tio no Rio de Janeiro, que
o matriculou na antiga Escola de Marinha. Em 1886, saiu a publicação
em versos de Vôos incertos. No mesmo ano, fez uma viagem de instrução
aos Estados Unidos.
No dia 16 de dezembro de 1887 foi promovido a segundo-tenente e publicou Judite e Lágrimas de um crente, livros de conto. Em 1888, regressou a Fortaleza e envolveu-se em um rumoroso escândalo, ao raptar a esposa de um alferes. O Ministro da Marinha interferiu, mas inutilmente, e em 1890, muito pressionado de todos os lados, Adolfo Caminha se demitiu e, com a mulher e duas filhas, seguiu para o Rio de Janeiro, onde viveu como funcionário público.
Em 1891, lançou o romance A normalista e colaborou nos jornais Gazeta de Notícias e O País. Em 1894, publicou No país dos ianques, fruto de sua ida, oito anos antes, aos Estados Unidos. Um ano depois, os romances Bom-Crioulo e Cartas literárias. Em 1896, ano em que fundou o semanário Nova Revista, publicou o romance Tentação. Atormentado pelas dificuldades financeiras e debilitado pela tuberculose, morreu precocemente. Deixa inacabados os romances: Ângelo e O emigrado.