Biografias > Lima Barreto
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Carioca,
Lima Barreto (1881-1922) teve vida infeliz e desgraçada. Na infância
e na adolescência, o cenário da sua vida foi bom enquanto seu pai
trabalhava na gráfica do senado e sua mãe era professora. Inclusive,
Lima Barreto teve a honra de ser o primeiro negro a entrar na Escola Politécnica
do Rio de Janeiro, onde tentou cursar Engenharia, mas foi um péssimo
aluno e segregado por ser negro. Como seu pai foi demitido da gráfica
e passou a trabalhar num hospício, Lima Barreto também mudou para
essa casa de alienados e, porque seu pai ficou louco, tornou-se arrimo de família.
Enquanto a elite parnasiana, liderada por Olavo Bilac, tomava chá na Confeitaria Colombo, Lima Barreto, amanuense do Ministério da Guerra, bebia cachaça no Bar Papagaio, boteco do Bairro São Cristóvão. Alcoólatra, ele chegou à loucura e foi internado várias vezes por isso. Morreu vítima de loucura e alcoolismo.
Principais Obras de Lima Barreto
- Recordações do Escrivão Isaías Caminha (romance
– 1909)
- Triste Fim de Policarpo Quaresma (romance – 1911)
- Numa e Ninfa (romance – 1915)
- Morte e M. J. Gonzaga de Sá (romance – 1919)
- Os Bruzundangas (crônica – 1923)
- Clara dos Anjos (romance – 1924)
- Histórias e Sonhos (contos – 1956)
- Diário Íntimo (memórias – 1956)
- Cemitério dos Vivos (memórias – 1956)
Lima Barreto é considerado um dos melhores narradores da literatura brasileira. Despiu-se da linguagem requintada, intelectualizada e parnasiana da época para utilizar-se de outra linguagem, mais jornalística, panfletária e popular, pois esteve mais preocupado em retratar a vida dos subúrbios cariocas. Detestava as altas rodas sociais. Seus personagens foram os humildes funcionários públicos, os alcoólatras, os fracassados, os humilhados, os mulatos, os miseráveis, os pobres-diabos cujos pensamentos e modos de vida apareceram, principalmente, em Recordações do Escrivão Isaías Caminha e em Clara do Anjos.
A obra-prima de Lima Barreto é Triste Fim de Policarpo Quaresma.


