Escolas Literárias > Neomodernismo - Geração Poética de 45

Os poetas que se diziam neomodernistas divulgaram sua idéias sobre a nova poética que surgia em 1948 com a revista Orfeu. Nela, o poeta Péricles Eugênio da Silva Ramos assina um manifesto no qual o Modernismo anterior é acusado de “uma aventura sem disciplina”. De acordo com esse manifesto, a verdadeira poesia se obtém “na elevação do vulgar por meio do sentimento e da expressão bem elaborada”. Por isso, os poetas dessa fase propunham a volta do rigor formal da poesia do Parnasianismo (inclusive, o poeta Lêdo Ivo fez uma visita bem noticiada ao túmulo do parnasiano-mor Olavo Bilac), misturando-o a influências do Simbolismo e enveredando pelos caminhos do Surrealismo. Ora, o fato de os poetas da Geração de 45 recusarem o poema-piada e o prosaico na poesia gerou algumas críticas irreverentes, como esta do intelectual e crítico da literatura José Guilherme Merquior: “Os poetas de 45 eram comportados. Bons meninos, em nenhuma hipótese eram capazes de fazer pipi na cama da literatura”.

Poetas mais representativos:

  • Péricles Eugêncio da Silva Ramos – Lamentação Floral

  • Lêdo Ivo – O Caminho sem Aventura, As Alianças

  • Geir Campos – Rosa dos Rumos, Canto Claro

  • Mauro Mota – Canto ao Meio

  • João Cabral de Melo Neto (o poeta mais brilhante desta geração)