Escolas Literárias > Tendências da Poesia Contemporânea
Se eu não vejo
a mulher Augusto de Campos |
Façam a festa Ferreira Gullar |
A poesia da Geração de 22 (Mário de Andrade, Manuel Bandeira) rompeu com o academismo, concretizou a liberdade temática, o verso livre e branco e gritou pela brasilidade; já a poesia da Geração de 30 (Drummond, Cecília Meireles) herdou o verso livre e branco, revitalizou a linguagem mais formal e buscou uma temática universal.
A poesia da geração seguinte, denominada Geração de 45, fez com que alguns elementos da formalidade parnasiana retornassem, recuperando o soneto, mas também houve poetas que, segundo Alfredo Bosi, professor e crítico de Literatura dos mais respeitados no Brasil, redigissem poemas com as seguintes características:
- o subdesenvolvimento brasileiro com a incorporação de elementos
de cultura estrangeira sendo reinterpretados segundo a visão expressa
por Oswald de Andrade no Manifesto Antropófago – é o Tropicalismo
de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Torquato Neto, Tom Zé e outros músicos,
poetas e intelectuais;
- testemunho crítico da realidade social, política e moral em
poesia freqüentemente feita por poetas compositores, como Caetano Veloso,
Chico Buarque de Holanda, Gilberto Gil, Arrigo Barnabé, Arnaldo Antunes
e outros;
- rejeição ao verso tradicional, transformando o poema em um
objeto de constante pesquisa e de propostas poéticas diferentes;
- busca do verso sintético, rápido, essencial;
- a metalinguagem (fazer poético) como tema constante;
- experiências inovadoras no trato com a linguagem por meio do Concretismo,
da Poesia-práxis e do Poema-processo;
- a poesia participantes de Ferreira Gullar e os versos musicais de Paulo
Leminski;
- inovações interessantes, mas não bem localizadas porque
pouco estudadas, da poesia marginal (ou literatura de mimeógrafo) feita
por estudantes e, ainda, a poesia intrigante e rápida dos grafiteiros
urbanos.
Algumas das tendências da poesia contemporânea são:
- Poesia Concreta (Concretismo)
- Poesia-práxis
- Poema-processo